sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


Gostaria de dizer a todos que criticaram o episódio “A selvagem de Santarém” da série “As brasileiras”, mas o que eu vou falar aqui é bastante polêmico:
Por causa do título todos acharam que era uma afronta ao povo paraense e creio que o autor foi bem sucedido em seu ponto de vista, pois o que eu percebi foi a grande intenção de trabalhar o imaginário das pessoas.
Quantas pessoas de outros estados, principalmente do sudeste e do sul tem essa grande idéia de que aqui na região norte vive apenas indígenas, canibais, povo primitivo e etc?


Gostei da grande sacada de mostrar no final que tudo não passou de uma encenação! Creio que é assim que o povo de fora deve se sentir quando prestes a viajar para o estado do Pará imaginam que vão encontrar aqui a população nativa em contato direto com animais como jacarés, cobras, onças e outros, mas quando chegam aqui se deparam com uma metrópole localizada em meio a floresta amazônica que não perde em nenhum aspecto para as outras metrópoles, porém tem uma diferenciação primordial das demais: O verde! A água doce! A fauna! A flora! A diversidade paisagística seja no meio urbano ou rural!


Se depois disso tudo, você que é aqui do Pará achar que foi preconceito, tenha certeza: Foi preconceito sim! Preconceito seu, que tanto defende o norte e criticar o preconceito existente nas pessoas que vem de fora, acabou por internaliza o preconceito, pois o que leva uma pessoa a se sentir tão mal, tão ofendida quando é chamada de índio?! Para mim, ser confundido com um indígena é motivo de orgulho, pois ainda não existe população mais evoluída que consiga viver em harmonia com os animais, as plantas, com o meio ambiente ao seu redor!


Acredito que é esta valorização que falta existir em nossa região! Temos que deixar de nos sentir ameaçados pelos que vem de fora e emitem opiniões a nosso respeito e começar a combater o preconceito, o que é falado, o que é feito por aqueles que nasceram e vivem dentro do nosso estado, que por interesses próprios colocam a vida de populações tradicionais em risco, a exemplo dos indígenas, ribeirinhos e quilombolas!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sentimentos


Sentimos-nos sozinhos a partir do momento em que olhamos pro lado e vamos dando conta de que tudo o que temos não é o bastante. Que só as amizades não nos faz feliz, que por mais que estejamos do lado da família não estamos completos.

Percebemos que um vazio está nos enchendo por dentro, que um vácuo se forma; que um buraco ainda se encontra por lá. Lugar este que precisa ser preenchido, ocupado, necessita estar completo!

Mas é ai, que nos pegamos guardando isso para si, sem se quer ter a coragem de ir e procurar, sem ter a coragem de contar a alguém, você se pega em um beco sem saída e completamente sem coragem. Você se pergunta se está agindo corretamente: se realmente deve procurar; se realmente deve ir atrás.

Você está preso, você está confuso, você está completamente desnorteado de tudo, o raciocínio lógico lhe foge, lhe falta. É a partir dai que tudo se desespera e você começa a sentir-se triste, sentir-se absolutamente incompetente, impotente, um verdadeiro covarde.

Eu sinto; você sente; ele sente; ela sente; nós sentimos; o ser humano sente.

Sentimos a necessidade de estarmos completo, de estarmos verdadeiramente satisfeitos. Nós sentimos.

Por Eduardo Teixeira - @Eduuard

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pode me Chamar de Gay

Pode me chamar de gay, não está me ofendendo.

Pode me chamar de gay, é um elogio.

Pode me chamar de gay, apesar de ser heterossexual, não me importo de ser confundido.

Ser gay me favorece, me amplia, me liberta dos condicionamentos.

Não é um julgamento, é uma referência.

Pode me chamar de gay, não me sinto desaforado, não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido.

Pode me chamar de gay, está dizendo que sou inteligente. Está dizendo que converso com ênfase. Está dizendo que sou sensível.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que me preocupo com os detalhes. Está dizendo que dou água para as samambaias.

Está dizendo que me preocupo com a vaidade. Está dizendo que me preocupo com a verdade.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que guardo segredo. Está dizendo que me importo com as palavras que não foram ditas.

Está dizendo que tenho senso de humor. Está dizendo que sou carente pelo futuro. Está dizendo que sei escolher as roupas.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que cuido do corpo, afino as cordas dos traços.

Está dizendo que falo sobre sexo sem vergonha. Está dizendo que danço levantando os braços.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que choro sem o consolo dos lenços.

Está dizendo que meus pesadelos passaram na infância. Está dizendo que dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou aberto e me livrei dos preconceitos.

Está dizendo que posso andar de mãos dadas com os anéis. Está dizendo que assisto a um filme para me organizar no escuro.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que reinventei minha sexualidade, reinventei meus princípios, reinventei meu rosto de noite.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que não morri no ventre, na cor da íris, no castanho dos cílios.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou o melhor amigo da mulher, que aceno ao máximo no aeroporto, que chamo o táxi com grito.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento.

Está dizendo que não tolero a omissão, a inveja, o rancor.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que vou esperar sua primeira garfada antes de comer.

Está dizendo que não palito os dentes. Está dizendo que desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou generoso com as perdas, que não economizo elogios, que coleciono sapatos.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou educado, que sou espontâneo, que estou vivo para não me reprimir na hora de escrever.

Pode me chamar de gay. Que seja bem alto. A fragilidade do vidro nasce da força e do ímpeto do fogo. PODE ME CHAMAR DE GAY!

(Autor Desconhecido)









segunda-feira, 8 de março de 2010

At Last

Finalmente
Meu amor chegou
Meus dias solitários acabaram
E a vida é como uma canção

Finalmente
O céu é azul
Meu coração foi envolvido por flores
Na noite em que eu olhei pra você

Eu encontrei um sonho
Para o qual eu posso falar
Um sonho que posso chamar de meu
Eu encontrei um peito
Para descansar meu queixo
Uma sensação que eu nunca conheci

Você sorriu
E assim o encanto foi lançado
E aqui estamos no céu
Porque você finalmente é meu!


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sexo e Sustentabilidade.

Como todos sabemos, desde a eco92 que não se fala em outra coisa a não ser em SUSTENTABILIDADE, então aqui vai algumas dicas para que sejamos sustentáveis até quando fazemos sexo.

Transe mais de dia do que de noite:

Se sua parceira for aquela delícia que você pediu a Deus, mande bala de dia e economize energia. Se estiver fofinha, vale qualquer horário, mas não acenda a luz, pois:

a) Você não vai se sentir desconfortável;

b) Você vai ficar bem na foto, com a desculpa de ajudar a natureza.



Esqueça a mulher-gato:

Se a ideia é fantasiar com roupas de sex shop, indique alguma personagem que não use indumentária de vinil ou PVC, que demoram a se decompor na natureza. Ou seja: troque a mulher- celular e energia (sim, com anos de fidelidade, chega uma hora em que transar no escuro é uma gato pela Jane. Você vai se dar bem: vai dizer que não é melhor encarnar o Tarzan do que o Batman?!

Seja fiel...

Sim, a fidelidade é amiga da sustentabilidade: você preserva as seringueiras (economiza camisinha), não polui o ambiente (não sai para caçação de carro a noite, não gasta gasolina).

Ou totalmente polígamo...

Já foi dito que o orgasmo de cinco mulheres gera energia capaz de acender um lâmpada. Duro é fazer cinco mulheres gozarem ao mesmo tempo. Duro mesmo...


Faça sexo vaginal antes do anal:

Por que? Você pode usar apenas uma camisinha. A Amazônia agradece (e manda um recado: não inverta a ordem da penetração, para garantir a preservação da flora da sua parceira).

Plante árvore uma, faça um filho e escreva um... e-book:

Imagine escrever um livro, prensar uma grande tiragem e o negócio ir para o beleléu? Seja moderno: complete seu ciclo com uma criação high-tech, um e-book e evite produzir mais celulose.



Treine sua língua:
Pode ser o melhor vibrador sem pilha da vida dela!

Convença sua parceira a engolir...

Explique que é para o bem da natureza, para o bem dos seus filhos! Ela não entendeu? Diga que ela ajudará o planeta, já que não vai precisar usar papel higiênico, água, sabonete...

Faça sexo selvagem:

Você não vai precisar fazer academia, evitando o consumo de energia e a poluição do deslocamento. Ok, faça fora da cama, para nao ter que comprar uma nova e cortar mais árvores.

Dê chance ás rapidinhas:

Você economiza energia (a lâmpada) e, se for bem rapidinha, com suor mínimo, pode pular o banho, poupando água, sabonete, gás, energia elétrica, dinheiro e até suas costas. É a chamada maravilha ecológica a jato!

Transe depois da atividade física:

Claro, se você tiver bala para isso. E ela curtir sua pegada suadona. O benefício para a natureza? Você toma um banho apenas! E mostra para ela quem é o cara mais forte do pedaço!

Faça sexo sobre a máquina de lavar ligada:

Você vai querer pular a etapa ‘pré-lavagem’ (treme pouco) e assim economiza água e energia. Mas, atenção: Só não faça sexo sobre as maquinas novas, com tampa de vidro. Porque o que você vai gastar de água, gaze, esparadrapo não está no gibi...

Pule a cerca de dia:

Não, pular a cerca não é uma coisa legal. Mas se o crime for inevitável, marque o motel de dia. Dá para dividir o almoço executivo com ela: gasta-se menos, come-se menos e desperdiça-se menos comida!

Pague a conta do motel com cartão:

Cheque é feito de papel, se é que você não entendeu.

Ps: para o bem da natureza (e da sua segurança) não peça recibo também!

Dê carona para a amiga do trabalho:

Se der certo sua tática ecossexual, você ajuda a diminuir a poluição não uma vez, mas por muito tempo.

Tenha uma amiga com benefício:

É o melhor jeito de não ficar zanzando de bar em bar em busca de sexo. Você economiza combustivél, não polui e ainda preserva o fígado. Sem contar a economia da água de ressaca e da eventual limpeza do vomito no banheiro.

Peça para ela dormir pelada:

a) Ela não vai precisar ligar o ar-condicionado ou ventilador.

b) E não vai ter que lavar o pijama com a velha frequência.

Compre um binóculo:

Faça o cálculo do vídeo pôrno: quanto você gasta de energia na TV, no DVD, no computador ou no transporte até a locadora? Quem sabe no apê ao lado não haja um casal exibicionista? Só não vá ficar com inveja!

Espero que gostem das dicas!

sábado, 3 de outubro de 2009

Certezas


Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.

Mario Quintana.

domingo, 6 de setembro de 2009

Pegadas na Areia




“Uma noite eu tive um sonho..Sonhei que estava andando na praia com o Senhor, e através do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixadas dois pares de pegadas na areia, um era meu e outra era do Senhor.

Quando a ultima cena da minha vida passou diante de nós, olhei para traz, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes no caminho da vida havia apenas um par de pegadas.

Notei também que isto aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me, então perguntei ao Senhor:

- Senhor, Tu me disseste que uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o meu caminho, mas notei que durante as maiores tributações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que necessitava de ti, tu me deixastes…

O Senhor respondeu:

- Meu precioso filho, Eu te Amo e jamais te deixarei nas horas de tua prova e de teu sofrimento. Quando vieste na areia apenas um par de pegadas, foi exactamente aí, que Eu te carreguei nos braços.”