
Sentimos-nos sozinhos a partir do momento em que olhamos pro lado e vamos dando conta de que tudo o que temos não é o bastante. Que só as amizades não nos faz feliz, que por mais que estejamos do lado da família não estamos completos.
Percebemos que um vazio está nos enchendo por dentro, que um vácuo se forma; que um buraco ainda se encontra por lá. Lugar este que precisa ser preenchido, ocupado, necessita estar completo!
Mas é ai, que nos pegamos guardando isso para si, sem se quer ter a coragem de ir e procurar, sem ter a coragem de contar a alguém, você se pega em um beco sem saída e completamente sem coragem. Você se pergunta se está agindo corretamente: se realmente deve procurar; se realmente deve ir atrás.
Você está preso, você está confuso, você está completamente desnorteado de tudo, o raciocínio lógico lhe foge, lhe falta. É a partir dai que tudo se desespera e você começa a sentir-se triste, sentir-se absolutamente incompetente, impotente, um verdadeiro covarde.
Eu sinto; você sente; ele sente; ela sente; nós sentimos; o ser humano sente.
Sentimos a necessidade de estarmos completo, de estarmos verdadeiramente satisfeitos. Nós sentimos.
Por Eduardo Teixeira - @Eduuard
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